5 benefícios e riscos de tomar sol

Já estamos no verão e com ele as atividades ao ar livre se multiplicam. As ruas, as esplanadas, as piscinas e as praias enchem-se e percebe-se uma sensação generalizada de felicidade. Grande parte deste estado de ânimo positivo se deve à maior presença de luz solar, e é que os raios do sol são essenciais para fabricar serotonina, um neurotransmissor relacionado à sensação de bem-estar.


Os benefícios do sol


Além de melhorar o humor, o sol nos “alimenta”. Quando seus raios entram em contato com a pele faz com que uma enzima que se transforme, o que dá lugar à produção de vitamina D, uma substância essencial para muitos processos biológicos que garantem uma boa saúde e que obtemos, em 90%, graças à exposição solar (o outro 10% nos fornece a alimentação).


Por isso, a Comissão Europeia recomenda tomar sol 15 minutos por dia (expondo a cara e braços é suficiente), várias vezes por semana para garantir a correta síntese desta vitamina. Os médicos não deixam de alertar que grande parte da população não tem os níveis suficientes, mesmo em países com bom clima como o nosso, algo que estaria diretamente relacionado ao fato de que passamos pouco tempo ao ar livre. Um adulto precisa de 400-600 UI de vitamina D, que nos traz os seguintes benefícios:


Relacionado com este artigo


CÂNCER DE PELE



  • Fortalece os ossos e afasta a osteoporose: o cálcio é essencial para os ossos, mas por muito que se incorporam em seu organismo através da dieta, este é incapaz de aproveitá-lo sem a presença de vitamina D.

  • Mantém afastados da tensão: esta vitamina reduz os níveis da hormona paratiróide, encarregada de regular a pressão sanguínea. Por isso, ao tomar o sol, a tensão baixa.

  • Ativa as defesas: a vitamina D também depende, em parte, o bom funcionamento do sistema imunológico. Os linfócitos T, um tipo de glóbulos brancos, responsáveis por defender o organismo de infecções, precisam desta vitamina para realizar corretamente o seu trabalho. Por isso, depois de um verão de sol, notas que no inverno se resfrías menos.

O sol também é benéfico para:



  • Regular o seu biorritmo: a luz solar regula nossos ritmos circadianos, os quais estão envolvidos com o sono e o humor, entre outras coisas.

  • Melhorar condições de pele como a psoríase e acne. As lesões escamosas que produz a psoríase melhoram em até 90% no verão, graças à ação dos raios uv, o que evita que o sistema imunológico ataque as células saudáveis da pele (o que acontece quando você sofre deste distúrbio). A pele com acne também melhora, embora, neste caso, convém usar um protetor solar livre de óleo e, acima de tudo, não exceder-se com a exposição porque pode producirs um efeito rebote.

Os perigos do sol


O sol é fonte de vida e de saúde, mas também pode chegar a ser um perigo, pois, tomado em excesso, pode provocar envelhecimento precoce, danos oculares e câncer de pele. O melanoma é o tipo de câncer mais perigoso e o seu fator de risco mais importante é, precisamente, a exposição excessiva ao sol.


De acordo com o Institut Català d’Oncologia, mais de 80% dos casos de melanoma se poderia evitar, uma doença que nos últimos anos experimentou um aumento considerável. A Cada ano são registrados cerca de 5.000 novos casos de melanoma em Portugal, a maioria em pessoas entre 40 e 70 anos, e está associado a episódios de queimaduras solares acumuladas ao longo da vida. Por isso é tão importante nos protegermos do sol desde a infância.


E como é possível que o câncer de pele aumenta com as campanhas de sensibilização que se fazem a cada ano? De acordo com o Dr. Agostinho Buendía, Dermatologista responsável pela campanha Euromelanoma em Portugal, “a prevenção contra o câncer de pele é feita de duas formas: primária e secundária.


Relacionado com este artigo


Verão


Esta última destina-se a detectar em estádios iniciais para reduzir a mortalidade, e isso foi conseguido. No entanto, a prevenção primária tem como objetivo modificar nossos hábitos de frente para o sol, e aqui os ‘frutos’ vêem-30 anos depois. É Por isso que agora estamos vendo os nefastos resultados das atitudes de há três décadas, quando a gente se punha ao sol sem proteção. Mas com o tempo veremos um declínio do número de casos, como na Austrália, que era o país mais afetado e já não o é, graças às campanhas de prevenção“.


3 conseqüências, se você passar com o sol


A radiação solar que incide em sua pele é composta por raios UVA, UVB e infravermelhos. Três tipos de radiações que agem de forma diferente e passam diferente fatura se a quantidade exceder com a exposição solar.



  1. RAIOS UVA: As radiações UVA representam mais de 95% da radiação ultravioleta. E é que têm a capacidade de atravessar os vidros e as nuvens. Produzem um bronzeado leve e não duradouro poucas horas depois de tomar sol. Se você quantidade exceder… Embora não se quemes, o excesso de raios UVA afeta as fibras de colágeno e elastina da pele. Por isso se enfraquece, se seca, e há mais flacidez. Provocam manchas e alergias na pele, além do envelhecimento precoce. Também aumentam o risco de câncer de pele.

  2. Os RAIOS UVB São mais fortes. Estes raios penetram até a epiderme, onde produzem uma estimulação dos melanócitos movimentando-se de um pigmento chamado melanina, gerando um bronzeado intenso.Se você quantidade exceder… Ao chegar às camadas mais profundas da pele, os raios UVB são os que provocam o moreno longo da vida, mas se você passar também são os responsáveis do eritema (vermelhidão da pele) e as queimaduras. O excesso de radiação UVB é um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de pele.

  3. INFRAVERMELHO: Este tipo de radiação produz calor, mas não bronzeia. Gera um rubor cutâneo imediato provocado por uma vasodilatação, mas desaparece em poucas horas. Não há que confundir com o eritema produzido pelos raios UVB (sai várias horas após tomar o sol e dura alguns dias). Se você quantidade exceder… Até agora pensava-se que os raios infravermelhos não eram nocivos, mas sabe-se agora que também atingem as camadas mais profundas da pele e produzem radicais livres, dando lugar a flacidez.

No verão, mais cuidado


A incidência desses raios sobre a terra não é a mesma durante todo o dia. As horas centrais, de 12 a 16 horas, são as piores para a exposição solar , já que o sol está perpendicular à da terra e a radiação é muito mais elevada, o que causa mais danos na pele.


E não se esqueça que os primeiros dias, é suficiente para 15-20 minutos de sol, então você pode ir aumentando progressivamente o tempo sem nunca ultrapassar as 2 horas.


4 exercícios para aliviar a dor de pés quando você usa salto alto

 


Como prevenir o desconforto se você usa salto alto


Apesar de muitas vezes nos custa resistirnos a um belo sapato alto, você deve saber que, se os leva habitualmente, não apenas você tem mais chances de sofrer de úlceras, calos, juanetes e dor de pés.


O seu uso também pode fazer com que obtiver, má postura ao andar que levem a sentir um desconforto na coluna.



  • Ao caminhar, o peso do corpo é distribuído de forma proporcional entre a parte dianteira e o calcanhar. Mas esta distribuição perfeita muda à medida que elevas o calcanhar, já que o peso se desloca para a frente.

  • Ao ir a pé elevado, ao andar vai ser reduzido em excesso o músculo da panturrilha. Por isso, a coluna pode arquearse e aumentar a pressão entre os discos o que poderá provocar desvios e dores. Para evitá-lo, em vez de apoiar o calcanhar, como já indicado antes, você deverá tentar distribuir o peso.

Relacionado com este artigo


ENTREVISTA


Se você escolher, aposte nos projetos confortáveis


Tenha em conta que a presença de calos, juanetes ou calos no pé, pode indicar que você não está suportando bem o pé,ou que você está usando um mal calçado. E se você é uma incondicional de saltos altos…



  • Procura que sejam de salto agulha e te prendem bem o pé, mas sem o oprimir. Evita as ponteiras demasiado estreitas e escolhe uma forma confortável.

Relacionado com este artigo


Alívio rápido



  • Para prevenir assaduras e bolhas, você pode aplicar dentro ‘sprays’ e ‘sticks’ antifricção nas áreas problemáticas, como calcanhares e dedos, que criam uma película protetora.


  • Quilting suas pegadas. Recorre-se a meias modelos e almofadas de silicone para aliviar a pressão em vários pontos fracos de seus pés.

Leve-o com passo firme


Sua postura corporal, como você apoia os pés e repartes o peso que têm muito a ver com as dificuldades que pode vir a sofrer. Então tente seguir estas dicas quando estiver altos:



  • Avança a perna direita em linha reta, sem flexionar em excesso os joelhos. Isso evita dores futuras.

  • Ao apoiar o pé, não asientes o peso sobre os dedos apenas, trata de fazer força também sobre o calcanhar.

  • Durante o rolamento ao caminhar procura que não suba e desça de um ombro só. Manter os ombros retos carga a menos costas.

“Treine-se” antes de ponértelos


Não é bom abusar deles, mas se você treinar a musculatura do pé, o dano será menor. Então, se você levar saltos faça estes exercícios diariamente:



  • Pegue um sock do chão com os dedos dos pés (repetir 5 vezes).

  • Envolve os dedos com uma borracha elástica e faça força para soltá-lo (repetir 5 vezes).

4 chaves que te protegem de um infarto

A principal causa de morte prematura no mundo continua a ser a doença coronariana e os estudos sugerem que os bons hábitos de vida podem evitar 80% dessas falhas do coração.


O coração se corrompe de forma lenta e silenciosa, mas alguns sinais podem indicar que este órgão precisa de “mimos”.


Etiqueta relacionadas com este artigo


Doenças


O ataque cardíaco, ou infarto agudo do miocárdio (IAM), costuma estar ligado ao processo natural de envelhecimento, mas também é uma patologia cardíaca que cada…


os fatores de risco que você deve controlar


A Sociedade Europeia de Cardiologia apresentou uma pesquisa que demonstrou que um dos principais “segredos” da longevidade reside em seguir durante toda a vida, de hábitos de vida cardiosaludables. Os cientistas analisaram o coração de 118 pessoas centenárias e viram-se que mais de dois terços deles havia seguido um estilo de vida respeitoso com o coração.


Uma dieta equilibrada, a prática regular de atividade física e reduzir o zoom de hábitos nocivos, como o consumo de tabaco, são o pilar fundamental. Mas preste atenção em outros fatores que também deve prestar atenção:


1. Há quanto tempo que não te mides a tensão?


Ter a tensão arterial alta significa que seu sangue “viaja” por veias e artérias com mais força e velocidade que o normal. Isso faz com que “bater” as artérias por onde passa, e isso não apenas enfraquece e endurece gradualmente, mas que supõe uma maior resistência para o coração, que responde aumentando a sua massa muscular (hipertrofia ventricular) para fazer frente a esse esforço.


Como consequência se agotas com grande facilidade, podendo causar insuficiência coronariana ou uma angina de peito. Além disso, ao tornar-se o músculo cardíaco mais irritável, pode provocar arritmias.


Ter problemas ou não de tensão que controlá-la periodicamente: para medi-la de forma simples em casa, você pode usar um aparelho validado (melhor de braço) ou que a tomem em farmácias.


Se a pressão sistólica, ou “alta” está a mais de 140 mmHG, considera-se hipertensão, e se você está entre 130 e 140, você deve controlá-la. Em relação à pressão diastólica ou “mínima”, acima de 90 mmHG também indica hipertensão e o ideal é que esteja a menos de 85.


2. Você sabe como está o açúcar?


A diabetes 2, em que o adulto (a mais comum)é dada quando o organismo não produz insulina suficiente ou não é capaz de usá-lo bem. E esse hormônio é o responsável de que a glicose (que fornece energia) chegue a todos os tecidos. Assim, quando há o diabetes, a glicose se acumula no sangue. Calcula-Se que 14% dos espanhóis sofre esta alteração, embora 40% não sabe que a tem.


A alta concentração de glicose no sangue, dificultando a circulação e pode danificar os vasos sanguíneos, o que favorece o aparecimento de distúrbios circulatórios. E de acordo com um estudo publicado na revista da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes, essa alteração pode afetar especialmente a mulher.


Convém efectuar análises ao sangue regulares para ver se há diabetes, controlando a alteração se afasta o risco coronariano.


Estes são alguns dos sinais que indicam que a glicose pode estar alta:



  • Se cansa e você tem fome. A dificuldade de transformar a glicose em energia, obriga o seu corpo a fazer um esforço e faz com que se “reclame” de comida.

  • Orinas muito e você terá mais sede. Se há um excesso de glicose no sangue, um rim tenta levá-lo pela urina. Por isso, você também terá mais sede.

  • Um hálito com cheiro frutado. Se os tecidos não recebem glicose obtêm energia através da gordura e, ao fazê-lo, se livram cetonas, que produzem este cheiro.

3. Ávido de colesterol


Quando o “mau” colesterol está alto, de forma permanente formam uma espécie de “placas” que se colam nas paredes das artérias, o que provoca a conhecida aterosclerose. Se estas se rompem pode formar um coágulo que tapone a circulação. Isto pode causar uma angina de peito, infarto do miocárdio ou um acidente vascular cerebral.


Mas existem dois tipos de colesterol (o bom “HDL” e o ruim “LDL”), se as análises de sangue mostram que o total é superior a 240 mg/dl, diz-se que os níveis já são altos.


Mas o ideal é controlar as gorduras no sangue, antes de chegar a este extremo: as pessoas com níveis de colesterol total superior a 200 mg/dl o médico já lhes prescreve “cuidar-se” através de hábitos de vida.


Se a análise revela que seu valor de colesterol total é muito elevado, o especialista pode solicitar uma segunda análise, perfil lipídico, às oito semanas. Serve para ver se no seu caso há mais colesterol “bom”, “mau” ou triglicéridos. De todos modos, tentar elevar o colesterol HDL (que arrasta o “ruim”) e diminuir o LDL é a receita ideal para qualquer pessoa que queira evitar um risco cardiovascular.


4. Controla esses quilos a mais


O excesso de peso é um inimigo do coração, mas especificamente a gordura que se acumula ao redor da barriga é a que mais tem a ver com a sua saúde, segundo diferentes estudos. Em concreto, foi visto que, se a cintura supera mais de 14 centímetros a média recomendada (88 cm para mulheres e 102 cm para homens), o risco coronariano sobe para 40%.


Essa “barriga” é como uma reserva energética para o organismo, mas certas células de gordura que a compõe (adipócitos) criam substâncias inflamatórias que afetam diretamente o tecido cardíaco.


Além disso, foi visto que essa gordura faz com que se agrave a tensão, aumentar o risco de diabetes e aumentar o colesterol “ruim”. Para saber como se distribui a gordura em seu organismo, saiba o seu índice cintura-quadril: meça sua cintura e quadris com uma fita métrica e divide o primeiro número da segunda. Se o valor for superior a 1 (em homens) ou 0,9 (em mulheres), tem mais risco coronariano.


OS SINAIS DE INFARTO


Diante de um infarto mulheres e homens têm sintomas algo distintos e, por isso, convém estar muito atentos. As mulheres têm tendência a não fazer caso a um certo tipo de desconforto, pensando que são “leves”, mas há sintomas, quando ocorrem juntas, podem estar indicando que há um infarto.


Em um homem, a dor no braço e a opressão no peito são um sinal de alerta. Se você é mulher, é mais provável que os sintomas de aviso comecem sendo as náuseas e a dor na boca do estômago. Recorre ao serviço de urgência, se você sofre de cada vez que vários deles…



  • Falta de ar, sensação de que custa respirar ), acompanhado ou não de dor no peito.

  • Sensação de pressão sobre o peito (é o sintoma mais comum).

  • Suor frio ou também náuseas, tonturas, ansiedade inexplicável…

  • Dor no braço (ou em ambos), costas, pescoço, mandíbula ou estômago.

  • Dor no peito. Pode demorar alguns minutos para aparecer e desaparecer.

3 xícaras de café reduz o risco de morte

Você sabia que três xícaras de café podem melhorar a sua saúde?


Duas novas pesquisas publicadas na revista científica Annals of Internal Medicine mostram uma relação clara entre tomar de 1 a 3 xícaras de café por dia e inclui o café descafeinado) e o menor risco de morte prematura, especialmente por doenças cardiovasculares e digestivas.


o que revelam os estudos sobre o café


Em particular, os estudos têm observado que os homens que tomam esta quantidade de café diária têm 18% menos de risco e as mulheres, de 8%, em comparação com aqueles que não o consomem.


Maria T. Lopes, Técnica em Nutrição e Dietética, explica para Saber Viver que, “esta parceria é muito importante porque vem dos resultados de dois macroestudios muito sólidos coisa que dá um valor de relevância e seriedade”. No primeiro destes estudos (o maior feito até à data) participaram 520.000 europeus durante 16 anos e foi levado a cabo pelo Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC), que pertence à Organização Mundial de Saúde (OMS), juntamente com o Imperial College de Londres.


O segundo dos estudos foi realizado pela Universidade do Sul da Califórnia (USC). Este também já dura 16 anos e nele foram analisados a 185.000 pessoas de diferentes etnias americanas. Para a Maria T. Lopez, é especialmente relevante “que seus resultados corroboram os do primeiro estudo“, aponta.


Maria López também nos aponta a importância desse novo dado, “é uma boa notícia porque o café é uma das bebidas mais consumidas no mundo (estima-se que se tomam cerca de 2250 milhões de copos a cada dia em todo o mundo). Embora estes resultados não estão dizendo que esta bebida prolongue a vida, nem que impeça que a morte de quem o consome, sim, que indicam que não é prejudicial, mas, ao contrário, é benéfica e deverá incluir todos os dias dentro de uma dieta e estilo de vida saudáveis”.


Como afeta o café ao organismo


Durante anos, os doentes de coração e os hipertensos ouviram aquilo de “nem sal, nem álcool, nem café”. Quanto a este último, no entanto, sucedem-se os achados sobre o benefício de tomar 3 ou 4 chávenas diárias (se não houver contra-indicações médicas, em outro sentido):



  • É laxante, diurético, digestivo, previne cálculos renais e protege contra doenças do fígado, como a cirrose.

  • Fonte de antioxidantes, previne doenças neurodegenerativas: alzheimer, parkinson…

  • Alivia dores de cabeça e enxaqueca, de acordo com um estudo do Instituto Karolinska de Estocolmo (Suécia), diminui o risco de avc em mulheres.

  • Melhora o metabolismo da glicose em pacientes diabéticos e pode reduzir as chances de sofrer de diabetes tipo 2.

E, quanto à sua eterna vinculação com a hipertensão e as doenças coronárias, foi demonstrado que não tem fundamento. Para começar, porque contribui para reduzir os níveis de colesterol. Além disso, ao contrário do que se acreditava, diferentes revisões que foram feitas sobre este tópico ainda não encontraram relação entre o café e a hipertensão arterial.


Tomar café, mas sem abusar


Ainda não se conhece que componentes são os que exercem os efeitos benéficos do café, já que suas propriedades positivas sobre a saúde foram demonstrados em estudos observacionais (por isso não se pode estabelecer a causa-efeito).


No entanto, o que se sabe é que esta bebida contém, além de cafeína, diversas substâncias antioxidantes como, por exemplo, diferentes compostos fenólicos.


A cafeína ajuda a melhorar o desempenho físico e mental, por isso é utilizado para fabricar medicamentos contra as dores de cabeça.


Por outro lado, a cafeína é um broncodilatador fraco e contribui para a redução da fadiga dos músculos respiratórios, o que também inclui alguns medicamentos para reduzir os sintomas da asma.


Em contraste, a cafeína tomada em excesso (mais de 4 xícaras de expresso ao dia) é prejudicial: pode causar insônia, nervosismo, aumento da diurese e distúrbios gastrointestinais. Em algumas pessoas sensíveis à cafeína que os sintomas aparecem quando se consomem quantidades muito pequenas, da ordem de 250 mg por dia.


Quanta cafeína tomamos por dia?


A quantidade que contêm as duas grandes variedades botânicas de café (subvariedades geográficas à parte) que se produzem é diferente:



  • Robusta: de sabor intenso, tem como um grão 2% de cafeína.

  • Arábica: tem mais ou menos a metade de cafeína do que a variedade robusta (1,2% por grãos). É mais suave e de melhor aroma.

E os descafeinados? Vocês estão livres dela?


Definitivamente não. E é que o processo para removê-la não consegue eliminar por completo esta substância, mas a reduz até o 0,1%. Por outro lado, embora a maioria das pessoas considera que o café filtrado (ou por melita) tem menos cafeína que o expresso, a Federação Espanhola do Café nos garantiu que contêm a mesma, ainda não há consenso sobre o assunto e outras fontes indicam que o expresso traz mais.


Quanto tem em cada copo?


Estas são as quantidades médias, tendo em conta as diferenças que podem existir se tomar uma ou outra variedade de café, mas é comum que se comercializem misturadas. O chá contém teína (a mesma molécula que a cafeína) e o chocolate, a teobromina (outra xantina muito semelhante à cafeína).


Cafeína por cada copo de…*



  • Expresso: 80-100 mg

  • Melita: 80-100 mg

  • Descafeinado: 2 mg

  • Chá preto: 25-50 mg

  • Chocolate preto: 140 mg

*Dados com o aval da Federação Espanhola do Café.