3 xícaras de café reduz o risco de morte

3 xícaras de café reduz o risco de morte
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Você sabia que três xícaras de café podem melhorar a sua saúde?


Duas novas pesquisas publicadas na revista científica Annals of Internal Medicine mostram uma relação clara entre tomar de 1 a 3 xícaras de café por dia e inclui o café descafeinado) e o menor risco de morte prematura, especialmente por doenças cardiovasculares e digestivas.


o que revelam os estudos sobre o café


Em particular, os estudos têm observado que os homens que tomam esta quantidade de café diária têm 18% menos de risco e as mulheres, de 8%, em comparação com aqueles que não o consomem.


Maria T. Lopes, Técnica em Nutrição e Dietética, explica para Saber Viver que, “esta parceria é muito importante porque vem dos resultados de dois macroestudios muito sólidos coisa que dá um valor de relevância e seriedade”. No primeiro destes estudos (o maior feito até à data) participaram 520.000 europeus durante 16 anos e foi levado a cabo pelo Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (IARC), que pertence à Organização Mundial de Saúde (OMS), juntamente com o Imperial College de Londres.


O segundo dos estudos foi realizado pela Universidade do Sul da Califórnia (USC). Este também já dura 16 anos e nele foram analisados a 185.000 pessoas de diferentes etnias americanas. Para a Maria T. Lopez, é especialmente relevante “que seus resultados corroboram os do primeiro estudo“, aponta.


Maria López também nos aponta a importância desse novo dado, “é uma boa notícia porque o café é uma das bebidas mais consumidas no mundo (estima-se que se tomam cerca de 2250 milhões de copos a cada dia em todo o mundo). Embora estes resultados não estão dizendo que esta bebida prolongue a vida, nem que impeça que a morte de quem o consome, sim, que indicam que não é prejudicial, mas, ao contrário, é benéfica e deverá incluir todos os dias dentro de uma dieta e estilo de vida saudáveis”.


Como afeta o café ao organismo


Durante anos, os doentes de coração e os hipertensos ouviram aquilo de “nem sal, nem álcool, nem café”. Quanto a este último, no entanto, sucedem-se os achados sobre o benefício de tomar 3 ou 4 chávenas diárias (se não houver contra-indicações médicas, em outro sentido):



  • É laxante, diurético, digestivo, previne cálculos renais e protege contra doenças do fígado, como a cirrose.

  • Fonte de antioxidantes, previne doenças neurodegenerativas: alzheimer, parkinson…

  • Alivia dores de cabeça e enxaqueca, de acordo com um estudo do Instituto Karolinska de Estocolmo (Suécia), diminui o risco de avc em mulheres.

  • Melhora o metabolismo da glicose em pacientes diabéticos e pode reduzir as chances de sofrer de diabetes tipo 2.

E, quanto à sua eterna vinculação com a hipertensão e as doenças coronárias, foi demonstrado que não tem fundamento. Para começar, porque contribui para reduzir os níveis de colesterol. Além disso, ao contrário do que se acreditava, diferentes revisões que foram feitas sobre este tópico ainda não encontraram relação entre o café e a hipertensão arterial.


Tomar café, mas sem abusar


Ainda não se conhece que componentes são os que exercem os efeitos benéficos do café, já que suas propriedades positivas sobre a saúde foram demonstrados em estudos observacionais (por isso não se pode estabelecer a causa-efeito).


No entanto, o que se sabe é que esta bebida contém, além de cafeína, diversas substâncias antioxidantes como, por exemplo, diferentes compostos fenólicos.


A cafeína ajuda a melhorar o desempenho físico e mental, por isso é utilizado para fabricar medicamentos contra as dores de cabeça.


Por outro lado, a cafeína é um broncodilatador fraco e contribui para a redução da fadiga dos músculos respiratórios, o que também inclui alguns medicamentos para reduzir os sintomas da asma.


Em contraste, a cafeína tomada em excesso (mais de 4 xícaras de expresso ao dia) é prejudicial: pode causar insônia, nervosismo, aumento da diurese e distúrbios gastrointestinais. Em algumas pessoas sensíveis à cafeína que os sintomas aparecem quando se consomem quantidades muito pequenas, da ordem de 250 mg por dia.


Quanta cafeína tomamos por dia?


A quantidade que contêm as duas grandes variedades botânicas de café (subvariedades geográficas à parte) que se produzem é diferente:



  • Robusta: de sabor intenso, tem como um grão 2% de cafeína.

  • Arábica: tem mais ou menos a metade de cafeína do que a variedade robusta (1,2% por grãos). É mais suave e de melhor aroma.

E os descafeinados? Vocês estão livres dela?


Definitivamente não. E é que o processo para removê-la não consegue eliminar por completo esta substância, mas a reduz até o 0,1%. Por outro lado, embora a maioria das pessoas considera que o café filtrado (ou por melita) tem menos cafeína que o expresso, a Federação Espanhola do Café nos garantiu que contêm a mesma, ainda não há consenso sobre o assunto e outras fontes indicam que o expresso traz mais.


Quanto tem em cada copo?


Estas são as quantidades médias, tendo em conta as diferenças que podem existir se tomar uma ou outra variedade de café, mas é comum que se comercializem misturadas. O chá contém teína (a mesma molécula que a cafeína) e o chocolate, a teobromina (outra xantina muito semelhante à cafeína).


Cafeína por cada copo de…*



  • Expresso: 80-100 mg

  • Melita: 80-100 mg

  • Descafeinado: 2 mg

  • Chá preto: 25-50 mg

  • Chocolate preto: 140 mg

*Dados com o aval da Federação Espanhola do Café.